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Terraceamento: Conservação do solo e Sustentabilidade da produção

Na agricultura brasileira a erosão hídrica é um dos principais causadores da degradação do solo, com efeito do clima tropical do país a ocorrência e quantidade de chuvas é bem significativa. Em vista disso, houve a necessidade de implantar práticas para seu controle visando a conservação do solo e sustentabilidade da produção.


Os terraços diferenciam-se de curvas de nível, onde estas são linhas imaginárias que ligam dois pontos que encontram-se na mesma altitude, que são utilizados para gerar mapas topográficos, o qual é utilizado como base para a demarcação e implantação dos terraços.


O terraceamento da lavoura é uma prática mecânica de combate à erosão baseada na construção de terraços, com o propósito de controlar o volume de escoamento das águas das chuvas. Os terraços são formados por um canal e um dique de terra, retirado na abertura do canal, construídos transversalmente no sentido do declive maior do terreno. O canal tem como função impedir o escoamento superficial das águas das chuvas, forçando que a água infiltre no solo ou que ela seja drenada lentamente contribuindo para a recarga dos aquíferos.


Essa prática conservacionista pode reduzir a degradação do solo cerca de 70 a 80% e as perdas de água em até 100% dependendo do tipo de solo e sua capacidade de infiltração. É importante ressaltar que para sua eficiência o terraceamento deve ser utilizado em conjunto com outras práticas conservacionistas, como por exemplo a cobertura do solo com palhada. Dentre os principais tipos de terraços podemos classificá-los de duas maneiras, quanto a sua função e quanto a sua construção a qual iremos descrevê-los brevemente.


1. Quanto à função:


Terraço em nível: Construído sobre as niveladas demarcadas em nível e com as bordas bloqueadas, objetivando a interceptação da enxurrada e permitir que a água seja retida e infiltre. Recomendado para solos de boa permeabilidade.


Terraço em Desnível ou Gradiente: Construído em declive transversal maior do que o desnível da rampa, objetivando o acúmulo e escoamento lento de água para fora da área de interesse com a utilização de canais escoadouros ou extremidades abertas. Recomendados para solos com permeabilidade baixa ou moderada.


Terraço misto: Construído com leve desnível e volume de acumulação de água oriunda do escoamento superficial. Na prática, a partir do preenchimento deste volume, este passa a portar-se como Terraço em Gradiente.


2. Quanto à construção:


Tipo Nichols: Construído com a utilização do corte pelo arado no solo, fazendo movimentos de cima para baixo, assim formando o Camalhão e o canal. O canal pode apresentar declive de 15% se em solo nu, e 18% em solos cobertos.


Tipo Manghum: Construído com a utilização de terraceadores, variando quanto a seu volume e dimensão, podendo ser base larga, base média (permitindo declive de até 15%) e base estreita (declive acima de 12%).


Para realizar o dimensionamento dos terraços, é necessário determinar o espaçamento entre os terraços e sua seção transversal, considerando principalmente a declividade da área, a velocidade de infiltração da água no solo, intensidade máxima pluviométrica e o volume de água captado. Deseja aderir a essa técnica agrícola? Entre em contato conosco e mantenha as boas práticas de conservação de solo em sua propriedade!


Fonte: Pexels-Pixabay.

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Referências bibliográficas:


CARVALHO, E. A. Leituras cartográficas e interpretações estatísticas I : Geografia / Edilson Alves de Carvalho, Paulo César de Araújo. – Natal, RN: EDUFRN, 2008. 248 p. Disponível em:<http://www.ead.uepb.edu.br/ava/arquivos/cursos/geografia/leituras_cartograficas/Le_Ca_A15_J_GR_260508.pdf>. Acesso em:17 Abr.2021.


FRANCO, A. P. B. Percepção, Recomendação e Adoção do Terraceamento Agrícola Comparadas ao Seu Funcionamento; Tese Apresentada para Obtenção de Título de Doutor em Ciências Agrárias- USP, Piracicaba, 2018. Disponível em:<https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11140/tde-21012019-150102/publico/Alexandre_Puglisi_Barbosa_Franco_versao_revisada.pdf>. Acesso em:16 Abr.2021


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MACHADO, P. L. O. A; WADT, P. G. S. Terraceamento; EMBRAPA - Acre.

Disponível em:<https://www.embrapa.br/documents/10180/13599347/ID01.pdf>. Acesso em: 16 Abr.2021

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