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Pó de Rocha Como Fontes Alternativas de Fertilização Agrícola

O uso da fertilização na agricultura brasileira, se dá principalmente através do uso de fontes de fertilizantes solúveis, destacando os macronutrientes primário NPK (Nitrogênio, Potássio e Fósforo). Dentro do princípio de sustentabilidade a agricultura busca formas alternativas de produtos que contribuam para a melhoria da qualidade física, química e biológica do solo.

Uma dessas formas é a técnica da rochagem, baseada na utilização de rochas e/ou minerais moídos como fornecedores de nutrientes, essa técnica propicia a redução de insumos químicos que trazem menos impactos ao meio ambiente, além da redução de custos de produção, visto que, a utilização de fertilizantes químicos é uma das etapas mais caras da produção agrícola devido a maior parte dos produtos serem importados.

A prática da rochagem já é antiga no Brasil, existindo desde a década de 60, onde se usavam as rochas como práticas de correção do solo. As principais rochas utilizadas são as carbonáticas, muito conhecidas também como calcário, essas rochas estão relacionadas ao processo de calagem e liberação de Ca e Mg para os solos brasileiros, que normalmente tem características ácidas e de baixa fertilidade. A rochagem também pode ser considerada um tipo de remineralizador do solo, pois essa prática age como rejuvenescedor de solos pobres e lixiviados, além de tudo, são fontes naturais de fósforo, potássio e muitos outros micronutrientes indispensáveis para a nutrição vegetal.

É muito importante conhecer as características mineralógicas e geoquímica das rochas quando utilizado os pós de rochas, sempre se atentando na exigência das plantas e do solo, uma vez que a técnica da rochagem libera seus nutrientes de forma gradativa para as plantas, tornando o solo um banco de nutrientes e podendo promover alterações físico-químico, contribuído assim para o aumento da capacidade de troca catiônica (CTC), diminuição do pH e melhoramento dos teores de cátions trocáveis de solos de baixa fertilidade.

Outros benefícios que podem ser citados são:

  • Recuperação do solo em três níveis: físico, químico e biológico;

  • Aumento da diversidade e atividade biológica do solo;

  • Liberação gradativa de nutrientes durante o ciclo de desenvolvimento das culturas;

  • Aumento da produtividade;

  • Plantas mais saudáveis;

  • Maior crescimento do sistema radicular;

  • Melhora a capacidade de retenção e absorção de água e nutrientes.


Foto: Carlos Augusto Silveira


Com isso o pó de rocha vem crescendo gradativamente no mercado nacional, e vem tentando oferecer alternativas ao produtor cada vez mais baratas no custo de produção, disponibilizando materiais que consigam suprir as necessidades nutricionais das lavouras, por custos que podem ser até 20% mais baratos se comparado ao método de adubação convencional com fertilizantes solúveis.



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Referências:

SOUZA, Wesley dos Santos. Uso da rochagem para remineralização de solos de baixa fertilidade. Wesley dos Santos Souza. 2019. 54 f. Dissertação (Mestrado em Ciência do Solo) - Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2019.


EBERHARDT, PER et al. Estabelecimento de metodologia para recobrimento de sementes de milho com pó de rocha. Embrapa Clima Temperado-Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento (INFOTECA-E), 2018.


Souza, F. N. S., Oliveira, C. G., Martins, Éder S., & Alves, J. M. (2017). EFEITOS CONDICIONADOR E NUTRICIONAL DE UM REMINERALIZADOR DE SOLOS OBTIDO DE RESÍDUOS DE MINERAÇÃO. AGRI-ENVIRONMENTAL SCIENCES, 3(1), 1-14.

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