Crise dos Fertilizantes: Possíveis Soluções

O problema dos fertilizantes


A falta de insumos agrícolas como adubos e fertilizantes está deixando produtores rurais preocupados não só no Brasil como no mundo. Não só pela falta, o pouco que é comercializado atinge preços absurdos, já que é negociado em dólar, esse, diga-se de passagem, não para de subir.


Um problema que vem perseguindo gradativamente os agricultores brasileiros desde outubro e que pode se estender por um bom período em 2022, está sendo ocasionado pela crise energética na China, a principal fornecedora de fertilizantes do Brasil, que vem sofrendo com o aumento dos custos de gás natural, problemas na produção de nitrogênio, entre outros.


Soluções em desenvolvimento


Enquanto esse problema não é resolvido, várias soluções estão sendo desenvolvidas para eliminar os fertilizantes e agrotóxicos das lavouras ou ao menos reduzir seu intenso uso que gera grandes custos, responsáveis por 25% a 30% de todo gasto em uma safra.


Uma delas é o aproveitamento de resíduos de mineração para uso na fertilização. A Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) de Mato Grosso do Sul e o Serviço Geológico do Brasil (SGB) iniciaram um trabalho em conjunto que visa a pesquisa e descoberta de alternativas sustentáveis para a fertilização agrícola a partir dos resíduos gerados pela mineração no estado do MS.


Foram feitas visitas em jazidas de rochas alcalinas e em uma mineradora de fosfato. O objetivo é usar esses resíduos encontrados em pilhas de descarte, oriundos de mineradoras, na técnica de remineralização e condicionamento dos solos.


A outra solução é a promessa para o futuro, não muito distante, pois ainda está em fase de protótipo. Uma tecnologia que permite reduzir custos com adubos. Nada mais é que um sensor do solo com Inteligência Artificial (IA) que ajuda a economizar com adubos e fertilizantes.


Desenvolvido pelos bioengenheiros do Imperial College London, no Reino Unido, a tecnologia tem por objetivo, ajudar os produtores agrícolas a usarem os insumos de

forma mais eficiente e sustentável, assim, evitando desperdícios, reduzindo gastos e colaborando com o meio ambiente.


A tecnologia, que é chamada de chemPEGS, mede os níveis de amônio no solo, combina com dados meteorológicos, tempo desde a fertilização, pH e medições de condutividade do solo, faz a análise e recomenda o momento certo de aplicação e a quantidade suficiente do fertilizante. A previsão de quanto amônio e nitrato há no solo é feita para até 12 dias à frente.


Esta tecnologia ajuda os produtores a alinharem a real situação do solo com a fertilização necessária que precisa ser feita de acordo com as especificidades de cada cultura.


Essa inovação está prevista para comercialização em massa daqui aproximadamente cinco anos, após mais testes e estruturação do processo de fabricação.


Uma outra solução ainda é a que muitos agricultores do estado de Goiás já estão utilizando em suas lavouras: a troca de agrotóxicos por uma forma sustentável e ecológica no controle de pragas. Essa forma de controle é chamada também de bioinsumo, já que é proveniente da própria natureza. Nada mais é do que fungos e insetos que são inimigos naturais das pragas que prejudicam tanto as lavouras brasileiras.


Esta prática possibilita, assim como a outras listadas nesse texto, a redução de custos com defensivos agrícolas e outros insumos, o que é ótimo na situação de escassez de insumos que o país enfrenta, além de não gerar nenhum dano ambiental.


Segundo o presidente do Conselho de Bioinsumos do Ministério da Agricultura, Alessandro Cruvinel Fidelis, esse método de controle de pragas está crescendo cada vez mais, o que mostra uma mudança na agricultura brasileira. A cada três dias, um novo bioinsumo é registrado e liberado para uso.


Várias alternativas já estão disponíveis para contornar a falta de fertilizantes, adubos, defensivos agrícolas entre outros. Deve-se também estudar uma forma do Brasil se tornar autossuficiente ou ficar menos dependente deste tipo de importação, para que no futuro não soframos novamente com esse cenário.


 

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Referências bibliográficas:


ASSESSORIA, Agrolink &. Vai faltar fertilizante em 2022? 2021. Disponível em: https://www.agrolink.com.br/noticias/vai-faltar-fertilizante-em-2022-_458385.html. Acesso em: 23 dez. 2021.


CONTEÚDO, Estadão. MS inicia estudos para aproveitamento de resíduos de mineração como fertilizante. 2021. Disponível em: https://www.istoedinheiro.com.br/ms-inicia-estudos-para-aproveitamento-de-residuos-de-mineracao-como-fertilizante/. Acesso em: 23 dez. 2021.


DONLEY, Arvin. Os preços dos fertilizantes devem permanecer altos, diz relatório internacional. 2021. Disponível em: https://planetaarroz.com.br/os-precos-dos-fertilizantes-devem-permanecer-altos-diz-relatorio-internacional/. Acesso em: 23 dez. 2021.


GOTTEMS, Leonardo. Conheça a tecnologia que te faz economizar no adubo. 2021. Disponível em: https://www.agrolink.com.br/noticias/conheca-a-tecnologia-que-te-faz-economizar-no-adubo_460090.html. Acesso em: 23 dez. 2021.


NACIONAL, Jornal. Produtores rurais de Goiás trocam agrotóxicos por forma ecológica de combater pragas. 2021. Disponível em: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2021/12/18/produtores-rurais-de-goias-trocam-agrotoxicos-por-forma-ecologica-de-combater-pragas.ghtml. Acesso em: 23 dez. 2021.












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