Café Arábica: estudo sobre a emissão de Carbono

No mundo, existem duas espécies de café que podem ser consumidas, o café arábica e robusta. O café arábica é conhecido por ser de um padrão superior, por esse motivo, é o preferido dos amantes dessa bebida. O que muitas pessoas não sabem, é que o Brasil é o país responsável pela maior parte da produção.


O café do tipo arábica tem grande importância e como é um dos alimentos mais consumidos no Brasil, resultou-se em uma grande motivação dos cientistas da Embrapa para a realização de estudos sobre o sistema de produção agrícola, de modo a avaliar a sua pegada de carbono e o seu perfil ambiental. Através desses estudos, foi possível constatar que o quilo do café brasileiro emite menos gases de efeito estufa que um dos seus principais produtos concorrentes, o café colombiano.


Através de parcerias com a Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) e apoio de especialistas na cultura, as equipes da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) e da Embrapa Café (Brasília, DF) foram descritos os principais sistemas de produção em três principais regiões brasileiras, sendo elas: Mogiana Paulista, Cerrado Mineiro e Sul de Minas, por meio da construção de seus Inventários do Ciclo de Vida (ICVs), comprovando que a pegada de carbono do café em grãos brasileiros varia dependendo da região e do sistema de produção escolhido, sendo assim, muito mais favorável do que a pegada do café colombiano, por exemplo.


Os ICVs são inventários de todos os insumos consumidos e as emissões geradas para a produção de 1 kg de café em grãos, ou seja, esses ICVs são a base para a estimação da pegada do carbono do produto. Os inventários dos processos agrícolas foram construídos na ferramenta ICVCalc, desenvolvida pela Embrapa Meio Ambiente, que engloba os principais modelos internacionais para estudos de Avaliação de Ciclo de Vida (ACV). Os inventários construídos estão depositados no SICV (Banco Nacional de Inventários de Ciclo de Vida, IBICT/MCTI) e são de acesso público.


A equipe contou com diversos especialistas em sistemas produtivos de café, procurando sempre representar os processos de produção de café arábica típicos das regiões da Mogiana Paulista, do Sul de Minas Gerais e do Cerrado. Outros especialistas em solos, nutrição de plantas, fitopatologia, avaliação do ciclo de vida (ACV) e geoprocessamento também participaram do estudo. Não podendo esquecer da participação efetiva dos cafeicultores, para o fornecimento sobre as operações e os insumos utilizados durante as mais diversas etapas da produção.


 

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Referências bibliográficas:


AGRÍCOLAS, Noticias. Estudo mostra bom desempenho da pegada de carbono do café arábica em métricas tropicais. 2021. Disponível em: https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/cafe/304774-estudo-mostra-bom-desempenho-da-pegada-de-carbono-do-cafe-arabica-em-metricas-tropicais.html#.YbovI2jMLIV. Acesso em: 15 dez. 2021.


CLUBE, Moka. Guia sobre café arábica: Saiba o que é e porque é tão consumido. 2020. Disponível em: https://www.mokaclube.com.br/blog/cafe-arabica/. Acesso em: 15 dez. 2021.


MALISZEWSKI, Eliza. Café arábica brasileiro emite menos carbono. 2021. Disponível em: https://www.agrolink.com.br/noticias/cafe-arabica-brasileiro-emite-menos-carbono_459798.html. Acesso em: 15 dez. 2021.










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