Biotecnologia pode potencializar efeitos de fertilizante e reduzir custos na produção

Um projeto de pesquisa liderado pela Universidade de Passo Fundo (UPF) em conjunto com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), está elaborando um biochar ( carvão vegetal) a partir de resíduos do processamento de uvas da indústria vinícola, este será utilizado juntamente com adubos químicos para preservar microrganismos benéficos para o solo, e assim reduzir as quantidades necessárias nas aplicações de fertilizantes nas lavouras.


As empresas Adubos Coxilha e a Beifiur Ltda e a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, são os apoiadores deste projeto.

Segundo o pesquisador responsável pelo projeto na UPF, Jeferson Steffanello Piccin, a ideia surgiu nos laboratórios da faculdade, a partir de uma necessidade tanto dos produtores rurais como da indústria em destinar cascas, sementes e bagaço da uva. Além disso, ele destacou a importância da parceria entre as instituições de ensino e a indústria, visto a possibilidade de entregar ao setor soluções inovadoras, processos e tecnologias.


O projeto será dividido em três fases, a primeira consiste no desenvolvimento do biochar, em seguida será feita a imobilização dos microrganismos promotores do crescimento das plantas no “carvão” desenvolvido. Por fim, o produto será incorporado em fertilizantes para testes de campo. Assim esse material em adubos químicos, promete a liberação dos nutrientes para as plantações de forma sinérgica, potencializando seus efeitos e possibilitando, conforme os resultados de testes futuros, reduzir a dosagem de fertilizantes químicos convencionais, insumos importados dos quais o Brasil é bastante dependente.


A produção agrícola brasileira é dependente da importação de fertilizantes. O país tem uma longa tradição de uso desses elementos químicos para aumentar o rendimento das colheitas e melhorar a fertilidade do solo. Alternativas para economizar na utilização destes produtos e para diminuir a dependência na importação destes são muito benéficos ao setor agropecuário e consequentemente a economia do país.


O governo federal também apresentou recentemente o Plano Nacional de Fertilizantes para diminuir a dependência de fertilizantes importados no país, o plano foi apresentado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pretende diminuir a dependência de fertilizantes importados de 85% para 50% em 30 anos.

 

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Referências bibliográficas:


O PRESENTE RURAL. Adubo com biotecnologia pode potencializar efeitos de fertilizantes e reduzir custos de produção. O Presente Rural.

Disponível em: <https://opresenterural.com.br/adubo-com-biotecnologia-pode-potencializar-efeitos-de-fertilizantes-e-reduzir-custos-de-producao/>Acesso em: 26 maio 2022.


Plano Nacional de Fertilizantes prevê redução drástica de importações. Canal Rural.

Disponível em:

<https://www.canalrural.com.br/noticias/politica/conheca-o-plano-nacional-de-fertilizantes/#:~:text=O%20Canal%20Rural%20teve%20acesso,Brasil%20um%20exportador%20de%20pot%C3%A1ssio.>. Acesso em: 26 maio 2022.




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